Mudanças na Seleção Espanhola Feminina. Após Luis Rubiales, ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, ser afastado pela FIFA por 90 dias depois de forçar um beijo na boca da jogadora Jenni Hermoso, durante a celebração do título mundial, a RFEF (Real Federação Espanhola de Futebol) demitiu o técnico campeão do mundo há 16 dias, Jorge Vilda, que aplaudiu o discurso misógino do ex-presidente da Federação, Rubiales. Quem assume no lugar de Vilda é a ex-jogadora Montse Tome, ex auxiliar-técnica do time, agora comandante principal.
Trajetória de Jorge Vilda no comando da Seleção Espanhola
Jorge Vilda estava à frente do comando técnico da Seleção Espanhola Feminina desde 2015 e nesses oito anos conquistou três títulos, o mais importante a Copa do Mundo Feminina de 2023. No entanto, longe das quatro linhas, Vilda nunca foi unanimidade entre as jogadoras.
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A polêmica do abaixo-assinado
Em 2022, inclusive, 15 atletas escreveram um abaixo-assinado avisando que boicotariam a seleção devido aos métodos de treinamento e também por conta do tratamento que recebiam do agora ex-técnico da Espanha. A Federação ignorou o abaixo-assinado e manteve Jorge Vilda como técnico. Mais do que isso, apenas três jogadoras que escreveram o o abaixo-assinado foram convocadas para a Copa do Mundo Feminina deste ano: Aitana Bonmatí, Mariona Caldentey e Ona Batlle.
Diferentemente de Luis Rubiales, o presidente-interino da RFEF, Pedro Rocha, não passou o pano nas polêmicas e decidiu demitir Jorge Vilda. De quebra ainda contratou a primeira mulher como técnica da seleção: a talentosíssima Montse Tome. Já era hora, que nunca mais os resultados dentro de campo escondam aquilo que há de mais precioso: a humanidade e o respeito com o próximo.